Quatro bilhões de reais. Esse é o tamanho do prejuízo previsto para as empresas e cofres públicos brasileiros em decorrência dos acidentes de trabalho até o final de 2018. Nos últimos seis anos, o Ministério do Trabalho aponta que já foram gastos R$ 27,3 bilhões devido a esse problema. E não há perspectivas de que esse cenário melhore até dezembro.

Mas esses altos números não são exclusividade do Brasil. Segundo os dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2017, cerca de 20 pessoas morrem a cada cinco minutos em decorrência de acidentes do trabalho – um total de 2,3 milhões em todo o mundo. Em entrevista para a Agência Brasil, o diretor do Escritório da OIT em Nova York, Vinícius Pinheiro, afirmou que não há o que comemorar frente a esses números. “É realmente uma tragédia muito grande, e o custo é enorme. A OIT estima que os acidentes de trabalho consomem cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em termos de dias perdidos, gastos com saúde, pensões, reabilitação e reintegração.”

O Brasil ocupa a ingrata 4ª posição no ranking mundial de acidentes e doenças do trabalho da OIT. Para resolver essa situação, a tecnologia pode ser o grande diferencial das empresas. Pelo menos isso é o que avalia o engenheiro Rogério Balbinot, presidente da Associação Sul-Rio-Grandense de Engenharia de Segurança do Trabalho (Ares).

“O correto é começar pela segurança, e não pela saúde. Se as questões de segurança, de prevenção e conformidade, estiverem todas cumpridas, serão minimizados os riscos à saúde, e isso criará um ciclo virtuoso para os profissionais, para a empresa e para os entes de governo envolvidos nesta gestão”, defende o engenheiro, em artigo publicado na Exame.

Benefícios da tecnologia

Rogério conta que a tecnologia começou a ser inserida na gestão de SST das empresas a partir de 2004, quando o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) foi instituído. Foi quando começaram a ser usados softwares de gestão da saúde e segurança do trabalho, integrados à área de Recursos Humanos das empresas. “Mas o RH estava ligado à medicina e só depois à segurança, quando o correto seria o contrário. Isso é como comprar um edifício pela beleza, mas não avaliar sua infraestrutura. Se ela for falha, tudo vai ruir cedo ou tarde.”

A informatização das empresas também é essencial para o eSocial, que começará a coletar os dados de saúde e segurança do trabalho a partir de janeiro de 2019. Como esse é um projeto que unifica a coleta de informações – como as trabalhistas, previdenciárias, fiscais e tributárias –, ficará mais simples para o Governo realizar fiscalizações e evitar possíveis fraudes. Ter tudo armazenado de forma digital facilita para ambos os lados.

Por essa importância na coleta dos dados, Rogério destaca que a maioria dos softwares é voltada para a gestão e não apenas para questões técnicas. “A complexidade do ambiente legislativo brasileiro sobre SST exige softwares concebidos por especialistas, já que são duas legislações diferentes a cumprir”, explica.

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